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  • Medo de espaços fechados pode resultar em crise de pânico e depressão

    Por Jullyana Martins 


    A claustrofobia, uma das fobias mais comuns, trata-se do medo ou incômodo profundo que o indivíduo tem em permanecer em ambientes fechados, podendo levar a um ataque de pânico dentro de elevadores, salas lotadas e áreas muito pequenas. De acordo com a psicóloga Lourdes Cavalcante, a doença interfere na rotina das pessoas devido aos sintomas desconfortáveis. “Os principais sintomas da claustrofobia são a ansiedade, sentimento de medo, sudorese e taquicardia. Ambos colaboram para uma possível crise de pânico”, diz Lourdes. 

    Entre as principais causas da claustrofobia está algum episódio traumático sofrido na infância. Letícia Almeida tinha nove anos e estava em uma festa quando ficou presa dentro de um banheiro sem circulação de ar. “Gritei por socorro, mas ninguém me ouviu. Fiquei lá por quase trinta minutos. Eu suava, mal conseguia respirar. Foi quando alguém tentou abrir a porta e eu pedi por ajuda”, conta Letícia. Hoje, com 22 anos, a jovem desenvolveu a doença e fica tensa ao usar elevador e frenquentar lugares pequenos. “Sempre lembro desse dia e tenho a sensação de que vai acontecer de novo”, diz Letícia. 

    Segundo a psicóloga, o transtorno também pode estar relacionado à genética familiar. “Se algum parente tiver claustrofobia e manifestá-la perto da criança, ela pode desenvolver a fobia quando adulta. Isto porque os pais, ao transmitirem as sensações de medo e insegurança para os filhos, influenciam no comportamento deles”, diz Lourdes. A psicóloga explica que o tratamento pode ser realizado através de sessões de psicoterapia. “O uso de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos também ajudam a diminuir o desenvolvimento da doença e o risco do surgimento da depressão”, ressalta. 

    Outro método para o controle da doença é através da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC). Nesse tratamento, o paciente é condicionado a assistir outras pessoas enfrentando situações que lhe causariam o ataque de pânico. O método ajuda o indivíduo a lidar com as emoções e assumir o controle da situação. “É possível controlar a claustrofobia, mas o resultado só aparece se o tratamento for seguido corretamente”, finaliza a psicóloga.

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