Deisi
Lopes
O Brasil lidera o ranking
mundial em número de cirurgias plásticas. A busca pelo corpo ideal e a
insatisfação com a aparência têm levado milhares de brasileiros às intervenções
estéticas, dos mais variados tipos. No ano passado o Brasil atingiu o primeiro
lugar nessa área, respondendo por 12,9% dos 11,6 milhões de procedimento
realizados.
E esse o número só cresce,
em 2013 já eram 1,49 milhões de operações, ultrapassando os EUA, líder no
ranking global até então. As cirurgias mais procuradas são a lipoaspiração,
chegando a quase 228 mil em 2014, seguida da colocação de Prótese Mamária com 226
mil.
“Passamos por vários riscos,
por se tratar de um procedimento invasivo onde somos expostas à anestesia.
Coloquei a prótese mamária e não tive nenhuma complicação e, não me arrependo
de forma alguma. Estava
insatisfeita, depois da amamentação meu corpo sofreu mudanças, o que me trazia
mal estar. Depois da cirurgia percebo que não há nada melhor do que levantar a
auto-estima, me sentir bem, por isso
estou realizada e muito feliz!” revelou
Clara Nice, que colocou a prótese em janeiro deste ano.
Segundo a psicóloga Iracema
Sanches, “o aspecto físico é parte da auto- estima. Em um mundo em que é cada
vez mais crescente a exigência sobre a felicidade e a alta auto-estima, a
mudança de aspectos físicos acaba se tornado uma exigência social. Quando o
sujeito não encontra outras vias para a auto realização, ser reconhecido por
esses atributos físicos a qualquer custo, acaba sendo o caminho mais ‘fácil’.
‘Fácil’ entre aspas por que pode ser um caminho doloroso e arriscado, mas que
depende apenas de intervenções externas e, não necessariamente exija uma
reflexão a cerca de si, o que para o ser humano pode ser um processo muito mais
difícil e doloroso.”

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